domingo, 23 de outubro de 2011

Música é algo realmente mágico, que tem o poder de nos elevar a alma, de nos fazer viajar a lugares nunca antes visitados, nos trazer lembranças boas e não tão boas...
Para mim música é quase tudo desde sempre.
Essa música não sai da minha cabeça desde ontem, fazia muito tempo que não a ouvia.



domingo, 9 de outubro de 2011

O AMOR É ALQUIMIA




O Amor é Alquimia
É o fogo que queima,
Transforma e labora
No cadinho do coração,
Transmutando-o num coração
Sensível, terno; como uma
Doce poesia ou uma flor
Delicada em seu lindo jardim...
Este é o verdadeiro elixir
Da longa Vida e o Ouro que
Brilha nos corações
De quem ama...
Contudo, há de ser laborado
Todos os dias, caso contrário,
Perder-se-á a nobreza
E o encanto desta
Alquímica magia.”

Elias Akhenaton

sábado, 1 de outubro de 2011

Lindo esse vídeo da ZZ!
Uma raridade do CD "Mais Simples"
Obrigada Robert Querido!!!


A DOR QUE DÓI MAIS

Tenho lido muitos textos da Martha Medeiros e adorado todos.
Esse é um deles...



Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.


Martha Medeiros

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A chácara do Vô João e da Vó Vitória...

Outro dia ao pegar o Léo na escola, como sempre, perguntei quais eram as novidades e ele me relatou que havia ido visitar o minhocário e que havia lá uma minhoca enorme...a minhocossu.Então contei para ele que quando eu era criança sempre ia para a a chácara do Vô João e da Vó Vitória e lá o vô João pegava uma pá e a gente "caçava" um monte de minhocas para pescar...
Depois desse dia tenho lembrado muito desses tempos que foram tão gostosos e marcantes na minha vida.
Eu fui uma criança de muta sorte, ser a caçula da família tem as suas vantagens.
Quando chegava a época das férias escolares não faltavam lugares para viajar e a chácara era um deles.
Quem me levava era o Abel, a Tereza e as crianças já estavam lá. Não tenho lembranças dos meus pais por lá, só da saudades que muitas vezes sentia da minha mãe.
Me lembro tão claramente de cada detalhe da casa que parece que estive lá na semana passada e não há mais de vinte anos...
Como é bom ser criança... lá era tudo divertimento e alegria! O café da manhã, as brincadeiras, o almoço, o lanche da tarde, a hora do banho, a pescaria, o laguinho onde pescávamos os peixinhos...se não me engano foi lá que aprendi a andar de bicicleta, uma Caloi que eu sentava e a Marilene (lembram-se dela?) ia segurando na garupa e correndo junto até que sentisse firmeza em mim e me deixava ir sozinha...
Lá também andei muito a cavalo, ou melhor, de égua, a Campeã!!! (lembra Fabinho?).Ela era linda, toda branquinha...
Eu sinto saudades do Vô João, lembro me sempre dele, com aquela respiração pesada, de pulmão sempre cheio, mais muito brincalhão e carinhoso com a gente, ao seu modo é claro! Adorava passear no seu fusquinha...
Da vó Vitória também guardo lindas lembranças e saudades...
Lembro-me que a gente acordava e o nosso café da manhã já estava na mesa nos esperando e é claro que não faltavam os bolinhos de chuva, os bolinhos da vó Vitória, sinto o seu sabor até hoje...Outro dia a Tereza fez só para mim!!! Que delícia!!!
Outra lembrança que me marcou é que todos os dias as 18 horas, a vó Vitória ouvia a Ave Maria no rádio e orava fervorozamente junto, achava lindo isso.
Até hoje ouço a sua voz, adorava o seu sotaque espanhol...
Além de mim, do Fabinho, do Fernando e da Lara, também faziam parte da bagunça a Marcinha, a Nívea, o Rodrigo e o Adriano, filhos da Cidinha e do Pascoal.
Me lembro até hoje da Marcinha fazendo um teatrinho à noite imitando um personagem do Jô Soares (lembram?!!!)
- Tá tudo numa nice!!!!
Tinha também a piscina da chácara vizinha que a gente "invadia" quando ele não estava lá. Era muito bom, passávamos a tarde nadando e brincando na piscina!
À noite nos reuníamos em um quarto ou na varanda pegávamos um monte de livros, da biblioteca da Tereza, e ficávamos lendo e contando histórias.
São tantas histórias, tantas lembranças boas que é impossível relatá-las todas aqui, mas o importante é dizer que foi muito bom, que fomos todos muito felizes naquele momento, apesar dos pesares da vida!
Que essas lembranças ficarão guardadas em mim para sempre!
Um beijo Vô João
Um beijo Vó Vitória
Saudades eternas

domingo, 18 de setembro de 2011

Aprendendo a viver

Coisas que só aprendemos com o tempo!
Muitas eu já aprendi, algumas ainda estou tentando, mas eu chego lá!!!



Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior.

"Não podemos viver apenas para nós mesmos.
Mil fibras nos conectam com outras pessoas;
e por essas fibras nossas ações vão como causas
e voltam pra nós como efeitos."

(Herman Melville)